sexta-feira, 12 de agosto de 2022

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Empreendedorismo cresce em períodos de crise. Em todo país, mais de 2,1 milhões de novas empresas foram cadastradas na Receita Federal

O empreendedorismo está em alta. Parte da população economicamente ativa que sofreu perda ou redução na renda durante a pandemia da covid-19 migrou para atividades individuais. Somente nos seis primeiros meses desse ano, a Receita Federal cadastrou 2,1 milhões de pequenos negócios em todo país. Em Mato Grosso, levantamento feito na mesma base de dados aponta que 26.361 novas empresas (MEIs) foram registradas entre janeiro a agosto de 2021. O número representa um crescimento de 21% ante 2020 e 45% quando comparado ao mesmo intervalo de 2019.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o crescimento do número de empresas confirma que o empreendedorismo tem sido visto como uma alternativa de renda. Dentro desses números há casos de brasileiros que perderam seus empregos e também, os que, apesar da instabilidade econômica do país, decidiram desengavetar projetos de empreender.

“Trabalhamos, cada vez mais, para dar visibilidade e apoiar milhões de brasileiros que estão buscando criar seus próprios negócios, pois sabemos que a saída para a retomada da economia e da geração de empregos passa – necessariamente – pelas micro e pequenas empresas e pelos microempreendedores individuais”, destaca Carlos Melles, presidente do Sebrae.

Em Mato Grosso, a retomada econômica a partir do empreendedorismo também apresenta crescimento expressivo. Levantamento feito pelo jornal Estadão Mato Grosso identificou que, entre janeiro e agosto de 2021, mais de 26,3 mil negócios (MEIs) foram cadastrados na Receita Federal. Isso representa um aumento de 21%, ou 4,5 mil novos optantes quando comparado ao mesmo período de 2020, quando iniciou a pandemia.

A expansão de microempreendedores no estado fica mais evidente quando comparamos dados do mesmo intervalo de 2019, quando não existia pandemia. Nesta relação, o volume de pequenos negócios criados subiu 45%.

Já os números nacionais mostram que, mesmo com a pandemia do coronavírus, a abertura de empresas no primeiro semestre de 2021 foi a maior para o período desde 2015. Na base de dados da Receita Federal consta a criação de 2,1 milhões de pequenos negócios, no 1º semestre de 2021. O número supera em 35% ao registrado no mesmo período do ano passado e é praticamente o dobro do total de empresas criadas em 2015.

“O levantamento também constatou que, entre o primeiro semestre de 2021 e o mesmo período do ano passado, houve crescimento tanto no número de microempreendedores individuais (MEI) quanto no número de micro e pequenas empresas”, observa Melles. De acordo com o levantamento, o maior incremento foi entre as microempresas. Apesar de elas não serem a maioria, o número passou de 267,1 mil para 390,4 mil, um incremento de 46%.

Entre os microempreendedores individuais, que correspondem a 68% dos 18,4 milhões de pequenos negócios brasileiros, o aumento foi de aproximadamente 34%, passando de 1,2 milhão para 1,6 milhão de negócios formalizados no período referido. Entre as empresas de pequeno porte, houve um aumento de cerca de 46%. No primeiro semestre de 2020 haviam sido abertas 267 mil e no primeiro semestre desse ano foram 390 mil.

Total de optante 

[2021] Janeiro – 194.360 |  Agosto – 220.721 = 26.361

[2020] Janeiro – 163.352 | Agosto – 185.160 = 21.808    

[2019] Janeiro – 136.667|  Agosto – 154.865= 18.198