terça-feira, 09 de agosto de 2022

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As investigações são relacionada à Operação Coverage e, de acordo com MP, não há comprovação de organização criminosa.

Apesar de constatar que arma usada em crimes de homicídios pertencia ao 2º Ten PM Cléber de Souza Ferreira, o Ministério Público do Estado (MPMT) voltou atrás na denúncia contra ele e Ten Cel Marcos Eduardo Ticianel Paccola, vereador por Cuiabá, pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça, e pede a absolvição dos denunciados em relação a esses crimes.

Mesmo com o posiciomento quanto aos crimes, o promotor Paulo Henrique Amaral Motta, aponta atuação da dupla em adulteração de registro da arma e pede perda de posto e patente dos dois, com a consequente exclusão dos militares da corporação. As investigações são relacionada à operação Coverage, sobre adulteração de dados de uma arma utilizada em sete crimes de homicídio (quatro tentados e três consumados) praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.

“Incorreram na prática delituosa de inserção de declaração falsa (conteúdo inverídico) em documento público utilizando-se do sistema informatizado conhecido como SIRGAF – Sistema de Registro e Gerenciamento de Armas de Fogo da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio– SALP da PMMT”, diz trecho da denúncia apresentada em novembro.

Segundo a investigação, em conversa com Cléber, Paccola pede que ele faça carga dos autos de um inquérito policial militar ou que obtenha cópia integral do mesmo, com o objetivo de “sanar a pane”.

Em outro diálogo, Cléber volta a mencionar o “qtc” da arma a Paccola, que indaga: “Que dia foi a ocorrência na ROTAM??”. Prontamente, Cléber assegura que a data foi no dia 29/09/2017. Em reposta, Paccola manda uma foto tirada de uma tela de computador, afirmando que aquele “novo” documento é que iria para o processo (inquérito policial militar).

Arma de PM teria sido usada em assassinatos

O promotor de Justiça pede a absolvição dos réus 2º Ten PM Cléber de Souza Ferreira, Ten PM Thiago Satiro Albino, Ten Cel PM Marcos Eduardo Ticianel Paccola, Ten Cel PM Sada Ribeiro Parreira e 3º Sgt PM Berison Costa e Silva quanto ao crime de organização criminosa “por insuficiência de provas, ante o princípio in dubio pro reo”.

“[…] não basta a mera união de indivíduos para que se configure o delito em questão, sendo necessária a comprovação de estabilidade, permanência e a finalidade comum de praticar crimes, o que, no caso sob oculli, não restou demonstrado no curso da instrução processual”, alega o promotor ao voltar atrás em denúncia apresentada em 2019.

Entende ainda que quanto à prática do delito de obstrução de Justiça os elementos encontrados na investigação “não se apresentam de forma inequívoca nos autos, inexistindo arcabouço probatório suficiente que demonstre que os réus […] concorreram para a aludida conduta criminosa não há nenhuma testemunha direta suficiente a considerar que os acusados são autores do delito já mencionado”, diz o parecer.

Porém, reconhece que “a análise pericial das armas utilizadas pela organização, foi detectada uma arma de fogo tipo pistola, da marca Glock, calibre 9mm Luger, número de série BFY608, pertencente ao denunciado 2º Ten PM Cléber de Souza Ferreira, com confronto balístico positivo para alguns crimes de homicídio apurados em inquéritos policiais em andamento”.

Outro lado

Em nota, Paccola afirma que reintera “que o MP pede acondenação pelos crimes que eu assumi desde o início, não havendo prejuízo qualquer para os cofres públicos ou para a administração”. Alega ainda que “ficou cristalino durante o curso das investigações, que nunca existiu Organização Criminosa, ou vínculo com integrantes da Operação Mercenários”.

Sobre ter cometido falsidade ideológica, afirma que “se trata da utilização da senha do Sargento que estava salva no meu computador; e a ‘inserção de dados falsos no sistema’ foi devido ao documento elaborado para tentar evitar que um Tenente fosse incriminado por algo eu que tinha certeza absoluta que ele não havia cometido”.

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fonte: RDNEWS