sexta-feira, 12 de agosto de 2022

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O lago do Manso, em Chapada dos Guimarães (70km de Cuiabá), alcançou o menor volume de sua história: 279,60m. Segundo o prefeito do município, Osner Froner (MDB), o valor corresponde a 17% do volume total, e está muito próximo da cota mínima, que é 278,80m. Apesar da seca, o gestor afirmou que ainda não é necessário fazer racionamento de água na cidade.

“Seguidamente, pelo terceiro ano, a seca está bastante forte. O lago do Manso está com 279,60m, a cota mais baixa está com 17% do seu volume, a cota mais baixa da história do lago do Manso, e a cota mínima é 278,80m, então é preocupante, está entrando 31m³ por segundo, saindo cento e poucos metros por segundo, saem mais para abastecer o rio Cuiabá e a baixada cuiabana, e no entorno do lago os córregos exauriram”, lamentou Froner.

De acordo com o prefeito, das 72 comunidades de Chapada, 22 estão com dificuldade com água e, por este motivo, foi decretada situação de emergência. “O estado reconheceu, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu nosso pedido, através de portaria. Estamos pedindo socorro à União de algumas coisas para atender as comunidades”, afirmou.

Apesar do pedido de socorro, o município também iniciou um projeto de recuperação com recursos próprios, com a perfuração de seis poços artesianos, além de outros dois em parceria com a Funasa e mais quatro ainda neste ano.

“Queremos entregar ainda para a população doze poços e vamos continuar com esse programa para abastecer as comunidades. Enquanto isso estamos levando o abastecimento através de caminhão-pipa, e alguns lugares dando a solidariedade com cesta básica, com socorro, com presença, inclusive, do prefeito nos finais de semana, durante a semana para a gente amenizar o impacto, desastre e seca. E o fogo a gente fica atento todo dia”, afirmou.

Apesar da seca, o prefeito afirma que não há necessidade de racionar água, mas pede ajuda para que a população economize. “Use o mínimo possível da água para gramados, para piscina, para lavar carro, calçadas, porque é um momento de crise, então precisamos dessa colaboração”. “Tenho colocado para toda a população de Chapada que nós precisamos de todos. É um momento crítico, seco, [e é preciso] tanto evitar focos de fogo como evitar gastos excessivos de água”, finalizou.