terça-feira, 16 de agosto de 2022

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Regina Botelho

Ddeputado federal Neri Geller (PP), em entrevista ao FocoCidade – pontuou que as eleições devem ser discutidas no devido momento – mas assinalou um campo de “articulações” que miram as eleições 2022 – leia-se o projeto ao Senado.

Questionado sobre como andam as tratativas visando a candidatura ao Senado, Geller disse que seguem em ritmo normal e que o foco, agora, é continuar trabalhando. De acordo com ele esse projeto de concorrer ao Senado “veio de fora para dentro, das lideranças, vereadores e prefeitos que trabalham em parceria conosco desde quando atuava ainda como ministro da Agricultura. Uma relação de trabalho, confiança e respeito que nos credenciou para pleitear uma vaga na Câmara, e pela vontade de mais de 73 mil eleitores, representar Mato Grosso no Congresso Nacional”.

Com a entrada do presidente Jair Bolsonaro no PL, Neri lembrou que o PP está na base de sustentação do Governo Bolsonaro e o presidente da Câmara, é o líder progressista Arthur Lira, o chefe da Casa Civil, é o Ciro Nogueira. “Então, qualquer definição nesse ou naquele sentido, não será feita agora. O PL terá candidato próprio ao Governo? O Mauro Mendes vai mesmo para a reeleição? Então, volto a afirmar que o foco precisa ser no trabalho. Qualquer projeto político precisa se viabilizar pela força do trabalho prestado e da vontade do povo, e não por imposição, ideologia ou discurso vazio”, avaliou.

Apoio 

Questionado se espera contar com apoio do governador Mauro Mendes( DEM), o parlamentar disse que aposta no respaldo da população de Mato Grosso. “O governador sim, conta comigo desde o meu primeiro dia de mandato. Lá atrás, quando a situação financeira do Estado era outra e medidas urgentes e, nada populares, precisaram ser tomadas, estávamos lá. Trabalhamos muito para que Mato Grosso, por exemplo, pudesse receber a compensação das perdas da Lei Kandir, assim o repasse do FEX (Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações). Colocar o caixa no azul fez com que todas essas obras entregues e liberadas até aqui pudessem ser realidade aos mato-grossenses. Então, tudo é um conjunto, uma vida de mão dupla. Não se faz nada sozinho, muito menos política. Hoje, Mauro conta com 70% de aprovação popular e se for, de fato, à reeleição, terá mais 4 anos para continuar o trabalho que tem realizado até aqui”.

Sobre a possibilidade de existir uma conversa quanto a ser vice de Mendes, disse que “não” e que em diversas situações, “Mauro tem destacado a parceria, o trabalho de resultados que ambos conseguiram executar juntos, mas, meu projeto é concorrer ao Senado”.

Ações

Para o parlamentar, em nível nacional, embora 2021 tenha sido um ano muito difícil por conta dos efeitos diretos da pandemia, houve avanços sociais e econômicos.

“Muitas pautas consideradas pelo Governo como prioritárias, precisaram de apoio maciço para serem encaminhadas e aprovadas no Congresso Nacional. Entendendo que muitas medidas, as vezes impopulares, são necessárias para a retomada da economia e da própria gestão pública dos recursos. Estamos falando de ações que vão desde o enxugamento da máquina à projetos e leis que facilitam os setores da sociedade dando condições para a retomada econômica, gerando emprego e renda, e melhorando a qualidade de vida da população, especialmente, os mais vulneráveis”.

Geller cita como exemplo, a aprovação da PEC do Auxílio que foi criticada por muitos, mas necessária para que centenas e milhares de famílias possam viver com mais dignidade. Explica que foi votada a favor do Governo para abrir um espaço fiscal de aproximadamente R$ 62 bilhões no orçamento de 2022 e bancar o Auxílio Brasil. “Não existe milagre, existe prioridade e posicionamento. E longe de questões ideológicas e partidárias, agimos pela coerência entre discurso e prática”, esclarece.

17 anos de discussão 

Com relação à nova Lei do Licenciamento Ambiental, o deputado federal lembra que a proposta na Câmara dos Deputados que está em discussão há 17 anos no Congresso Nacional e com garra, persistência os parlamentares ouviram setores, segmentos organizados, sociedade civil e ONG’s.

“Não há como agradar fulano ou beltrano, há o que precisa ser feito para que o país avance e avance com segurança. Existem no Brasil, hoje, mais de 25 mil normas, portarias estaduais e do Conama que travam cerca de R$ 130 bilhões em investimentos. Estamos falando de obras importantes que vão desde o saneamento básico, à rede de transmissão de energia pela Amazônia, infraestrutura de rodovias e ferrovias – a exemplo da BR 242 – que está há mais de 10 anos parada, assim como a 174 e a 158, demonstram a necessidade urgente de uma legislação adequada que permita o desenvolvimento com segurança e punibilidade a quem não cumprir a lei”.

Acrescentou nesse sentido que “as pessoas citam apenas a questão das estradas e se esquecem que praticamente tudo depende do licenciamento para acontecer. Nós circulamos dos grandes centros urbanos à área rural, já que a lei precisa nortear a construção de um estrada, mas também de um aterro sanitário, uma PCH, de uma ponte, enfim, tudo. A falta de uma regulamentação aumenta de 25% a 40% o Custo Brasil uma vez que, a insegurança jurídica posterga e atrasa obras que, às vezes, já estão em andamento e ficam paralisadas. Num contexto mundial, algumas questões colocam o país numa situação completamente desfavorável”.

Liderança na bancada 

Desde que assumiu a liderança da bancada, por unanimidade, por dois anos consecutivos o deputado assinala que “sempre trabalhou de forma coesa com todos os colegas, colocando os interesses de Mato Grosso acima de qualquer coisa”. Ele salienta que “não pauta as suas ações num próximo pleito, porque o cargo passa, o mandato acaba, e o quer ficam são as ações concretas e os resultados práticos que conseguimos entregar para a população”.

“Estou falando dos quase R$ 300 milhões que foram destinados à Mato Grosso, em parceria com o Governo do Estado, ou por emendas impositivas, articulações junto aos Ministérios (convênios) e recurso extra que fazem com que nenhum município tenha ficado sem receber o resultado dessas ações e investimentos.  Faço questão de citar, por exemplo, ações emblemáticas como: a renegociação da dívida de Mato Grosso, os R$ 8 milhões para estruturação do sistema de abastecimento de água de Tangará da Serra, os R$ 60 milhões para levar energia elétrica ao Distrito do Guariba e tirar da ‘escuridão’ milhares de famílias do noroeste do Estado; a reestruturação de todos os centros do IFMT; ajuda aos hospitais filantrópicos; recursos para o combate à covid 19, a chegada dos trilhos no Estado, passando por Rondonópolis, Cuiabá até Lucas do Rio Verde, entre tantas outras”.

Dessa forma, o deputado considera que “o projeto ao Senado se dará se for pela força do trabalho e isso se devo aos que o ajudaram a chegar até aqui”. Cita o senador Carlos Fávaro, que preside o PSD no Estado, e do qual coordenei a campanha; o próprio deputado federal, Carlos Bezerra, presidente do MDB/Mato Grosso, que já declarou publicamente apoio à sua campanha, além de atuarmos 100% junto com o governador do Estado, Mauro Mendes. “Então, pela força do nosso trabalho as conversas acabam convergindo. O foco agora é continuar trabalhando porque, no momento certo, discutiremos as eleições.”

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Fonte FocoCidade