sexta-feira, 12 de agosto de 2022

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No ritmo atual de produção e distribuição de doses, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), acredita que pode levar até um ano para vacinar toda a população cuiabana. Em entrevista à CNN, neste sábado (26), o emebedista alega que não é possível fazer um planejamento a longo prazo para a vacinação, visto que a entrega de doses sempre atrasa e a capital mato-grossense não é apta para comprá-las.

“Sempre atrasa. Cuiabá não produz vacina e não podemos comprar. Dependemos do Ministério da Saúde. Nosso ritmo está muito bom. Não tenho como fazer um planejamento, um prognóstico mais definido. Se continuar no ritmo que está, de seis meses a um ano no máximo, teremos toda a população imunizada. Estamos contando com o compromisso do Governo Federal de enviar doses extras por conta da realização da Copa América também”.

Outro ponto que Emanuel ressaltou sobre a vacinação na capital é a falta de imunizantes, e reafirma o armazenamento de segundas doses, por ser “patrimônio de quem já tomou a primeira”. Cuiabá, inclusive, retomou a vacinação completa neste sábado (26) após receber um novo lote de vacinas. Na capital, há cinco polos disponíveis: Senai Porto, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Sesi Papa, Sesc Balneário e Assembleia Legislativa.

Durante a entrevista à CNN, o chefe do executivo municipal reforçou que irá buscar doses extras para Cuiabá, em compensação a realização da Copa América. Emanuel ainda revelou que uma nova reunião com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve ser realizada na próxima semana, para honrar o “compromisso firmado” com Cuiabá.

“Ontem, o deputado federal Emanuelzinho conversou com o ministro Ramos, e ficou combinado de que até a semana que vem vamos sentar novamente com [o ministro da Saúde, Marcelo] Queiroga. Para definir, dar uma resposta não só ao prefeito, mas também à população cuiabana. Honrando o compromisso firmado com a nossa cidade”, declarou.