terça-feira, 09 de agosto de 2022

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Prefeito descartou realização de Carnaval e diz que aulas presenciais estão mantidas

RAFAEL COSTA

Da Redação

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou nesta segunda-feira (10) que editará um decreto que proíbe o fechamento das unidades básicas de saúde no horário de almoço, além da possibilidade de abri-las aos fins de semana. Além disso, dá autonomia ao secretário de Saúde para proibir a concessão de férias aos servidores da Saúde que atuam na ponta.

O motivo do decreto é o aumento dos casos de Covid-19 após as festas de fim de ano e o novo surto de gripe. Recentemente, um homem chegou a desmaiar em frente a uma unidade de saúde que estava fechada em virtude do horário de almoço dos profissionais. Atualmente, apenas UPAs e policlínicas estão abertas 24 horas, sem qualquer intervalo.

“As unidades vão ficar abertas das 7h às 17h, inclusive no horário de almoço. Hoje, elas abrem das 7h as 17, mas fecham 11h00 às 13h00. Se houver a necessidade de abertura aos finais de semana, nesse decreto dou poderes ao secretário de saúde para que possa não só suspender as férias de servidores se for o caso, e também abrir estas unidades de saúde aos fins de semana”, explicou o gestor, que recebeu a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 nesta segunda-feira.

De acordo com o prefeito, com os novos números da Covid-19, bem como o surto gripal, a prefeitura se planejou para melhorar o atendimento. O reforço das unidades básicas, segundo ele, tem se mostrado eficaz para atendimento à população. “Com a determinação das unidades básicas abrirem no horário de almoço, o avanço da vacinação, acreditamos que não haverá necessidade de uma ou outra medida mais gravosa”, assinalou.

O prefeito, porém, descartou novas flexibilizações. Segundo ele, está descartada a possibilidade da prefeitura realizar Carnaval de rua neste ano. “Não há como. A não ser que ocorra alguma coisa surpreendente nestes próximos 30, 40 dias”, assinalou o prefeito, que disse que buscará o convencimento dos prefeitos da Baixada Cuiabana em suspender o evento.

“Vou pedir, respeitando a autonomia de cada um. Sei que é importante para a economia do município, mas temos que pensar a que custo será isso. Até porque, todo o atendimento deságua em Cuiabá, que carrega a saúde do Estado nas costas”, completou.

Emanuel Pinheiro, contudo, assegurou que as aulas presenciais seguem mantidas na capital. “Com a vacinação, que está sendo sucesso, não tem porque retroagir neste momento. Vamos acompanhando, mas acredito que não será necessário retroagir”.

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Fonte Folhamax