terça-feira, 16 de agosto de 2022

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Saída de conselheiro abriria vaga que teria indicação dos deputados estaduais

O conselheiro Waldir Teis, afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), entrou com pedido para cancelar o processo de aposentadoria do órgão. Teis está afastado do cargo desde setembro de 2017, em meio à Operação Ararath.

Em julho de 2020, o conselheiro foi preso, após ser flagrado descendo 16 andares de escada de um edifício para descartar cheques em uma lixeira, enquanto a Polícia Federal cumpria busca e apreensão, na 16ª fase da Ararath. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que o conselheiro estaria tentando obstruir as investigações.

Waldir Teis e os conselheiros Sérgio Ricardo, Antônio Joaquim, José Carlos Novelli e Valter Albano são suspeitos de receber R$ 53 milhões em propina do ex-governador Silval Barbosa para destravar obras da Copa do Mundo de 2014 e do programa MT Integrado. Apenas Teis e Sérgio Ricardo seguem afastados do TCE-MT.

Na 16ª fase da Ararath, a PF buscava provas de que os conselheiros estariam ocultando patrimônio em nome de laranjas. A defesa de Teis conseguiu decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e ele foi para a prisão domiciliar, depois de cerca de um mês preso no Centro de Custódia da Capital (CCC). O TCE-MT, em decisão do presidente Guilherme Maluf, negou o pedido de aposentadoria em abril deste ano.

O argumento foi a falta de documentação prevista no Manual de Triagem do TCE-MT. Na quinta-feira (5), o conselheiro encaminhou nova documentação e o processo voltou à Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas do órgão. A vaga que seria aberta com a aposentadoria de Teis é da Assembleia. Entre os deputados estaduais, o nome do atual 1º secretário, Eduardo Botelho (DEM), é o mais cotado para a indicação ao TCE-MT.