terça-feira, 09 de agosto de 2022

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Posto de combustíveis. Associação alerta para alta de preços com paralisação da Receita Federal Foto: Marcelo Camargo / Marcelo Camargo

BRASÍLIA — A “operação padrão” dos auditores fiscais da Receita Federal já atrasa em mais de 10 dias a importação de combustíveis, e as empresas responsáveis pelo serviço no país avaliam que isso pode levar ao aumento nos preços dos produtos e ao risco de “desabastecimentos pontuais”.

Em protesto pela regulamentação de um bônus de cerca de R$ 3 mil, auditores da Receita Federal fazem paralisação e operação padrão em alfândegas no país. Nesses casos, as mercadorias são liberadas com mais lentidão que em dias comuns.

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Carta da Associação Brasileira dos Importadores De Combustíveis (Abicom) encaminhada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e obtida pelo GLOBO, afirma que as liberações das cargas importadas, que normalmente são processadas em um ou dois dias, já estão demorando mais de 10 dias.

A principal preocupação é no Porto de Santos. Os importadores afirmam que os atrasos nas liberações provocam maior tempo de armazenamento dos produtos nos tanques dos terminais portuários, gerando aumentos nos custos de armazenagem, e pode fazer acabar o espaço para recebimento de futuros navios.

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As empresas lembram que as refinarias nacionais não têm capacidade para atender 100% da demanda dos principais combustíveis derivados do petróleo, como gasolina e diesel, sendo necessária a importação de volumes “expressivos” para garantir o abastecimento.

Além disso, desde o ano passado, a Petrobras não tem acatado todos os pedidos de entregas realizados pelas distribuidoras de combustíveis, o que aumenta a necessidade de importação.

“Os atrasos nas liberações dos produtos importados reduzirão a disponibilidade e oferta de combustíveis para atendimento dos pedidos das distribuidoras, potencializando o desabastecimento, durante o mês de janeiro de 2022”, afirma a carta dos importadores

“A Abicom alerta que, mantida a operação padrão ora estabelecida pelos auditores da Receita Federal, poderá ocorrer a elevação dos preços dos combustíveis oferecidos aos consumidores, com risco de desabastecimentos pontuais, ainda em janeiro de 2022”, conclui o texto.

Segundo a Abicom, há uma cobrança adicional que é paga quando o navio excede o tempo permitido para realizar as operações de descarga ou de embarque, que gira em torno de US$ 22 mil por dia por embarcação.

 

 

 

 

 

 

fonte: https://outline.com/D8UsDB