sexta-feira, 12 de agosto de 2022

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Com o período de inverno é comum que as pessoas relaxem e se esqueçam do cuidado com a pele. Porém, nesse período também é imprescindível que se mantenha os cuidados para evitar doenças, como o câncer de pele.

A doença pouco falada e muitas vezes subestimada, merece atenção. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), apontam que Mato Grosso tem alto índice de pessoas com câncer de pele, tendo em vista que no estado o sol brilha o ano todo e a incidência de raios ultravioletas é maior e mais intensa.

Apesar de o tema ser tratado em dezembro, período em que começa o verão, é o mês de junho que dedica à luta contra o melanoma. O câncer de pele melanoma se caracteriza pela coloração mais escurecida da pele e tem uma capacidade maior de disseminação e são os mais agressivos. Isso inclui riscos como a metástase e o comprometimento de órgãos como pulmão, cérebro e fígado, podendo levar a morte. Já nos casos menos graves, a doença pode ser resolvida com cirurgia.

Além dele, existem outros tipos e mais comuns de cânceres, como o carcinoma basocelular, espinocelular, os sarcomas, linfomas e tumores de glândulas. Segundo dados do INCA, o câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados. Sua frequência aumenta em pessoas com mais de 40 anos. Para o triênio 2020-2022 são estimados 8.450 mil novos casos.

A dermatologista e membro da SBD, Ana Graziela Araújo Santos, explica que há uma falsa impressão que durante o inverno o uso do protetor solar deve ser deixado de lado. “É preciso tomar cuidado, pois no inverno os raios UV continuam sendo emitidos e podem atingir a pele, no caso de não haver proteção”.

Ana ressalta que em Mato Grosso, o inverno não é igual ao da região Sul, por exemplo. Lá as temperaturas são mais baixas e os raios solares reduzem. “No estado dificilmente as temperaturas caem. Devemos lembrar que aqui, no período de inverno, o tempo fica mais seco, temos baixa na umidade do ar, o sol continua brilhando e isso causa sérios danos na pele”, disse.

Diagnóstico
O diagnóstico precoce é fundamental, afirma a dermatologista. Isso porque evita que a doença se espalhe. “É preciso ficar atento às feridas que coçam, descamam, mudam de cor e não cicatrizam com facilidade. Consultar com dermatologista, clínico geral ou médico oncologista é recomendado para melhor avaliação”, enfatiza.

As manchas, principalmente localizadas as em áreas do corpo onde não são visíveis merecem ainda mais atenção. “Sempre recebo bastante pacientes que não conseguiram perceber a ferida, só viu quando já estava sangrando na camisa, por exemplo. Então é importante sempre estar atento as áreas em que não é possível enxergar direito”, finalizou.